"Respire, respire o oxigênio americano. A cada respiração estou buscando meu sonho americano”. A mensagem da música de Rihanna, escolhida por Amanda Nunes para adentrar a Rogers Place Arena, em Edmonton, parecia ditar como seria a luta principal do UFC 215, contra Valentina Shevchenko: uma luta de cinco rounds com muito estudo e paciência, que mais pareceu um duelo de xadrez.
Ao final, Amanda foi decretada vencedora na decisão dividida dos juízes (47-48, 48-47 e 48-47) e se mantém no topo da divisão peso-galo feminina do UFC, defendendo pela segunda vez o seu cinturão.
Desde que assumiu o posto de campeã, contra Miesha Tate, em julho de 2016, Amanda não havia sido colocada à prova contra uma desafiante tão habilidosa como neste sábado. É bem verdade que ela aniquilou Ronda Rousey em 48 segundos na sua primeira defesa de título, mas a ex-judoca já não carregava a aura de invencibilidade que a deixou tanto tempo no topo do MMA feminino.
Embora ainda não saiba o que vai encontrar quando chegar em casa (o Irma deve tocar o solo da Flórida apenas no domingo), Amanda sai do UFC 215 com o dever cumprido.
Já Valentina amargou a terceira derrota da carreira, e a segunda contra Amanda. A ex-campeã de muay thai e kickboxing tem 14 vitórias no MMA.



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