Blog Esportivo do Suiço

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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O suíço Marcel Hug encerra jejum de 12 anos com ouro após 17 pódios em Mundiais

Dono de 17 medalhas em Mundiais, sendo sete ouros, nove pratas e um bronze, Marcel Hug nunca havia subido ao topo do pódio em Paralimpíadas. Pisou seis vezes na pista do Estádio Olímpico do Engenhão até finalmente soltar o grito de redenção, engasgado há 12 anos, desde Atenas 2004.

Depois de bater na trave nos 1.500m e nos 5.000m pela classe T54, para atletas cadeirantes, o suíço de 30 anos arrematou o ouro nos 800m com louvor. Conhecido como "Silver Bullet" (Bala de Prata), vestiu o capacete prateado, seu amuleto da sorte, e ainda levou o título na maratona, neste domingo, em Copacabana, chegando a quatro pódios no Rio. Agora, ele ostenta nos Jogos oito medalhas na coleção, sendo dois ouros, quatro pratas e dois bronzes.

Na primeira vez que tentou o ouro na Paralimpíada, nos 1.500m, perdeu o ouro para o tailandês Prawat Wahoram por três centésimos. Saichon Konjen, da Tailândia, completou o pódio. Nos 5.000m, levou outra prata. Wahoram ficou com mais um título, e o australiano Kurt Fearnley foi bronze na prova. Na ocasião, Hug se mostrou desapontado: 

"Eu estava na linha de chegada para ganhar o ouro, era o meu objetivo, mas eu não consegui". O suíço de 30 anos ainda tinha mais duas chances de conquistar o esperado título paralímpico e transformou a pressão em motivação. Venceu não só os 800m, como a maratona, em mais um fim de prova eletrizante e sob forte calor.

JOGOS PARALÍMPICOS 2016 - QUADRO DE MEDALHAS

domingo, 18 de setembro de 2016

Edneusa Dorta supera calor carioca e leva bronze na maratona T12 feminina

Debaixo de um sol forte e muito calor, Edneusa Dorta conquistou a medalha de bronze na maratona neste domingo, último dia da Paralimpíada Rio 2016. A baiana compete na classe T12 feminina, para atletas com deficiência visual.

Depois de passar a maior parte da prova na segunda colocação, Edneusa cruzou a linha de chegada em Copacabana em terceiro, com o tempo de 3h18m38. O ouro foi para a espanhola Elena Congost, com 3h01m43s. Completou o pódio a japonesa Misato Michishita, com o tempo de 3h06m52s.

Na classe T46 masculina, para atletas amputados, Alex Douglas Silva estava na segunda colocação até metade do percurso, quando passou mal e teve de abandonar a prova. O ouro ficou com o chinês Chaoyan Li, que concluiu a prova em 2h33s35, a prata com o espanhol Abderrahman Ait Khamouch, com 2h37m01, e o bronze com o português Manuel Mendes, com 2h49m57.

Em jogo de reviravoltas, Egito supera Brasil e leva o bronze no vôlei sentado

A torcida brasileira marcou presença e estava pronta para fazer a festa no Pavilhão 6 do Riocentro. Só que o Egito frustrou a arquibancada neste domingo. Atual vice-campeão mundial, o Brasil fez um jogo duro, mas foi derrotado no tie-break e saiu sem a inédita medalha de bronze na Paralimpíada do Rio de Janeiro - parciais de 28/26, 29/31, 19/25, 25/22 e 15/13. 

A arquibancada mais uma vez empurrou os brasileiros. Boa parte da torcida chegou atrasada e nem viu o Egito levar o primeiro set, mas repetiu a festa dos outros jogos do Brasil. Quase deu certo.

sábado, 17 de setembro de 2016

Maior de todos! Daniel é bronze com revezamento e se isola em recorde

Uma hora depois de conquistar o ouro nos 100m livre da classe S5, Daniel Dias já estava na água de novo para buscar sua nona e última medalha nos Jogos Rio 2016. Incansável, o fenômeno de 28 anos juntou-se a Andre Brasil, Ruan Souza e Phelipe Rodrigues para, juntos, garantirem o bronze no 4x100m livre até 34 pontos para o Brasil em uma prova emocionante. O time verde e amarelo foi bronze, com o tempo de 4m17s51. China e Ucrânia conquistaram o ouro (4m06s44) e a prata (4m07s89).

Com mais esse pódio, o 24º em Paralimpíadas, o maior atleta paralímpico do país fez história ao se isolar no posto de recordista em número de medalhas na natação. Da primeira à última prova no pódio. Todas as vezes em que caiu na água na Rio 2016, Daniel Dias saiu da piscina com medalha.

Daniel encerra sua histórica participação nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 com 100% de aproveitamento. Foram nove medalhas em nove provas disputadas. No total, foram quatro ouros (50m costas e 50m, 100m e 200m livre na classe S5), três pratas (100m peito da classe SM4 e nos revezamentos 4x50m livre misto até 20 pontos e 4x100m livre até 34 pontos) e um bronze nos 50m borboleta S5. O brasileiro chegou ao Rio com 15 medalhas em sua coleção: nove de Pequim 2008 e seis de Londres 2012.

Soberano, Daniel garante quarto ouro, chega à 23ª medalha e iguala recorde

Daniel Dias jogou futebol, basquete, vôlei... até que foi parar em uma piscina. E não saiu mais dela. Na água, sente-se livre e capaz de ir longe. Como tem feito diariamente nos Jogos Paralímpicos da Rio 2016. Neste sábado, o fenômeno de 28 anos foi soberano na final dos 100m livre na classe S5 e conquistou o quarto ouro – sua oitava medalha –, garantindo o tricampeonato da prova. 

O 23º pódio, somando os resultados de Pequim 2008 e Londres 2012, ainda rendeu ao brasileiro o posto de maior medalhista da natação masculina nas Paralimpíadas, ao lado do australiano Matthew Cowdrey. Daniel ainda vai nadar o 4x100m medley até 34 pontos, na disputa que encerra a programação da modalidade, e pode virar o recordista isolado. 

Não teve para ninguém. Atual recordista mundial dos 100m livre, Daniel Dias mais uma vez sobrou na piscina do Estádio Aquático, dominou do início ao fim e garantiu mais uma medalha dourada com o tempo de 1m10s11. Mais de quatro segundo depois chegou o segundo colocado, o americano Roy Perkins, que fez 1m15s55. O britânico Andrew Mullen fez 1m15s93 e ficou com o bronze.

É tetra! Com golaço de Ricardinho, Brasil bate o Irã e é campeão no Fut 5

O grito precisou ser contido até o apito soar pela última vez. A torcida, porém, preparou a festa logo no primeiro tempo, seguindo as ordens de um craque. Ricardinho, com um golaço aos 12 minutos de jogo, abriu caminho para o ouro do Brasil no Futebol de 5. Na tarde deste sábado, em um jogo tenso e disputado até o fim, a seleção bateu o Irã por 1 a 0 e garantiu seu quarto título em Jogos Paralímpicos.

Ricardinho fez linda jogada e sofreu falta. Na cobrança, jogada ensaiada, mas o goleiro Meysam fez a defesa. A seleção seguiu pressionando, e o gol saiu. Ricardinho fez mais uma grande jogada, se livrou de dois marcadores e chutou forte, por debaixo das pernas de Meysam, aos 12 minutos.

A vitória também mantém a invencibilidade do Brasil em Jogos Paralímpicos. Em quatro edições, são 17 partidas no total, com 14 vitórias e três empates.

Brasileiras dominam ucranianas e conquistam bronze inédito no vôlei

Foi completa a festa na arquibancada lotada do Pavilhão 6 do Riocentro. Neste sábado, as brasileiras foram embaladas pela torcida para alcançar uma conquista inédito no vôlei sentado: o bronze na Paralimpíada do Rio de Janeiro. Em mais uma partida inspirada de Janaína, o Brasil dominou a Ucrânia, venceu sem sustos por 3 sets a 0 - parciais de 25/12, 25/22 e 25/20. Estados Unidos e China ainda duelam pelo ouro neste sábado.

Assim como na primeira fase, o Brasil se mostrou bem superior à Ucrânia, mostrou que entrou de vez para o grupo de potências do vôlei sentado. Os erros da semifinal contra as americanas não se repetiram, e o pódio tão sonhado chegou. E veio principalmente nas mãos de Janaína. Destaque da seleção olímpica juvenil, a ex-jogadora profissional foi a maior pontuadora, com 22 acertos.

Rivais batem na chegada e prata cai no colo de Lauro Chaman no ciclismo

Depois do bronze, a prata. O brasileiro Lauro Chaman conquistou neste sábado sua segunda medalha no ciclismo da Paralimpíada do Rio. No circuito montado no Pontal do Recreio dos Bandeirantes, ele completou o percurso de estrada da classe C 4-5 em 2h14m46s, atrás apenas do holandês Daniel Gebru, com 2h13m08. O bronze ficou com o italiano Andrea Tarlao. Chaman e o Gebru contaram com a queda dos líderes Yehor Dementyev, da Ucrânia, e Alistair Donohoe, da Austrália.

Outro brasileiro na prova, Soelito Gohr ficou em 14º lugar entre 31 participantes. Na quarta-feira, o brasileiro conquistou o bronze na prova contrarrelógio da categoria C5, primeira medalha do país na modalidade em uma Paralimpíada.

Na prova feminina, dobradinha britânica no pódio: Sarah Storey com o ouro e Crystal Lane com o bronze. Entre elas a polonesa Anna Karkowska, com a prata.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Terezinha perde fôlego no fim, mas desencanta com bronze nos 400m T11

Desta vez, não houve percalços. Não teve polêmica com britânica nem largada queimada. Teve apenas adversárias mais velozes. Terezinha Guilhermina fez o melhor possível para enfim desencantar em uma prova individual, mas não foi o suficiente para conseguir o sonhado ouro no Engenhão. Com uma saída forte, mas sem fôlego no fim, a brasileira cobriu os 400m (classe T11, para cegos) em 57s97, terceiro tempo entre as quatro finalistas, e conquistou a medalha de bronze. 

O ouro ficou com a chinesa Cuiqing Liu, que cruzou a linha de chegada em 56s71. A prata ficou com a venezuelana Sol Rojas, que cravou 57s64. Outra brasileira na final, Thalita Simplício terminou na quarta colocação, mas foi desclassificada pela organização.

Mais um ouro! Zanardi se torna maior campeão do ciclismo paralímpico

"The best", "Grande Sandro" e "Monstro" seriam apenas adjetivos acalorados proferidos por uma entusiasmada torcida durante as passagens de Alessandro Zanardi pela ruas do Pontal, no Rio de Janeiro.

Só que, na tarde desta sexta-feira, o italiano personificou os adjetivos ao se tornar o maior campeão do ciclismo paralímpico depois de conquistar o ouro no revezamento por equipes misto H2-5. Com tempo de 32m34s, o time italiano ganhou de lavada a prova, com mais de 47s de vantagem para a equipe dos EUA (33ms21). Os belgas fecharam o pódio, em 34m02s. 

Com a façanha, Alex chega a seis medalhas olímpicas na carreira, sendo quatro de ouro e duas de prata - três delas conquistadas em solo brasileiro, e as outras em Londres 2012 - e vai ao topo do ranking na modalidade, superando o australiano Christopher Scott, que também possui seis medalhas (três ouros, duas pratas e um bronze).

Com a bênção de Cafu, Brasil bate Holanda e leva o bronze no fut de 7

Depois de 12 anos, o Brasil, enfim, voltou a ser medalhista paralímpico no futebol de 7. Derrotada nas disputas pelo bronze em Pequim 2008 e Londres 2012, a seleção canarinho bateu a Holanda por 3 a 1 - três gols de Leandrinho, com Schuitert descontando -, nesta sexta, em Deodoro, e ficou com o terceiro lugar da Rio 2016. 

O bronze tem um sabor especial para os brasileiros, uma vez que a modalidade está de saída do programa dos Jogos Paralímpicos, a partir de Tóquio 2020. A partida contou com um espectador ilustre, o ex-lateral Cafu, campeão mundial com a seleção brasileira em 1994 e 2002.

Silvânia bate rival no último salto e voa para o ouro no Rio; Lorena é bronze

Foi um longo caminho. Da infância sofrida em Três Lagoas, no interior do Mato Grosso do Sul, à pista do Engenhão, Silvânia Costa encarou cada um dos percalços que a vida lhe impôs. Se o rumo não foi dos mais simples, soube se reinventar. Na manhã desta sexta-feira, Silvânia atingiu seu ápice. Pressionada no último salto, segurou a respiração de todo um estádio ao esperar a confirmação da marca: 4,98m e, enfim, uma explosão em gritos.

Ao bater suas rivais, confirmou o favoritismo e conquistou o ouro no salto em distância T11 nos Jogos do Rio. Brigitte Diasso, da Costa do Marfim, deu o melhor salto da vida, com 4,89m, e ficou com a prata. Lorena Spoladore, com 4,71m, também levou o Brasil ao pódio com o bronze.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Terezinha avança nos 400m e segue em busca de medalha individual no Rio

A Paralimpíada do Rio vem sendo uma montanha russa para Terezinha Guilhermina. Após passar por frustrações nas finais dos 100m e 200m da classe T11, ela ganhou uma nova chance de brilhar individualmente na pista do Engenhão. Depois de ganhar a medalha de prata com o revezamento 4x100m, ela voltou a correr bem ao lado das principais adversárias. Nesta quinta-feira, a brasileira disputou a eliminatória dos 400m, prova da qual é recordista mundial, e venceu a sua bateria. 

Com 57s87, Terezinha avança com o terceiro melhor tempo entre as finalistas. A chinesa Cuiqing Liu foi a mais rápida, com 56s31 - novo recorde paralímpico. Após a eliminatória, a brasileira passou direto pela área de entrevistas e não quis falar com a imprensa. A disputa pelo pódio será no fim da tarde desta sexta-feira.

Atleta da Namíbia estraga festa, mas Brasil consegue dobradinha nos 200m

Na frieza dos números, Ananias Shikongo era o favorito. Dono do melhor tempo de balizamento entre os finalistas, o atleta da Namíbia aparecia como o principal adversário para os atletas brasileiros. Embalado pela torcida, Felipe largou melhor e entrou na reta na primeira posição. Esteve no páreo até os últimos metros, mas não resistiu às passadas finais de Shikongo.

Com 22s44, melhor marca da carreira, o africano conquistou o ouro. Felipe, com 22s52, levou a prata, tendo o compatriota Daniel Silva formando a dobradinha, com 23s04 e o bronze.

Esta foi a terceira pela de Felipe na Paralimpíada. A primeira foi uma prata nos 100m da T11. Depois veio a conquista em equipe, com o ouro do revezamento 4x100m T11-13 , no qual Daniel também esteve presente. O time na ocasião contou ainda com Diogo Ualisson e Gustavo Araújo.

Jefinho resolve, Brasil bate a China e vai à final do Fut 5

Jefinho ergue os braços e acena para a torcida. Em troca, recebe aplausos efusivos e gritos de incentivo. A missão está quase cumprida. Com dois gols e atuação de gala do camisa 7, a seleção brasileira de futebol de 5 bateu a China por 2 a 1 e avançou à quarta final seguida na Paralimpíada. Hegemônicos, os brasileiros nunca ficaram de fora da decisão desde que o esporte foi incluído no programa dos Jogos Paralímpicos, em Atenas 2004. 

O triunfo, mais uma vez, não veio fácil. O Brasil saiu atrás do marcador, quase perdeu Ricardinho com um corte no supercílio, mas virou e venceu o rival que já havia batido na final de Pequim 2008. Ao fim da partida, o craque ouviu: "Ah, Jefinho é melhor que Neymar!".

Na decisão, a seleção brasileira aguarda agora o seu adversário. Argentina e Irã duelam às 20h para definir quem será o oponente do Brasil. A final que pode valer o tetracampeonato e a manutenção de uma escrita vencedora será jogada no sábado, às 17h, na Quadra 1 do Centro Olímpico de Tênis. 

Em Atenas, os meninos foram campeões sobre a Argentina. E em Londres 2012 venceram a França.

Sérgio Oliva se torna 2º medalhista brasileiro no hipismo em Paralimpíadas

Mais uma boa notícia para o esporte paralímpico brasileiro. Sérgio Oliva, montando o cavalo Coco Chanel, conquistou a medalha de bronze na disputa do campeonato Individual misto grau 1a, no hipismo de adestramento, na tarde desta quinta-feira, em Deodoro. Com o resultado, Oliva se torna o segundo brasileiro a conquistar uma medalha na modalidade, se igualando a Marcos Alves, que trouxe dois bronzes para o país em Beijing 2008. 

Dentre as principais conquistas de Sérgio, estão o bronze no individual e freestyle no Hartpury College, em 2016, na Inglaterra; ouro no Mundial da Inglaterra, em 2007 e ouro no Pan de Mar del Plata, em 2003. O cavaleiro teve paralisia cerebral por falta de oxigenação na incubadora, e acabou optando pelo hipismo como forma de terapia.

Exatos 15 anos após brutal acidente, Zanardi conquista 2ª medalha no Rio

Era 15 de setembro de 2001 quando Alessandro Zanardi, em um brutal acidente na Fórmula Indy, perdeu as duas pernas e, por muito pouco, não perdeu também a vida. E exatos 15 anos após o episódio que quase o vitimou, o italiano de 49 anos conquistou nesta quinta-feira sua segunda medalha na Rio 2016, a quinta na carreira, contando as outras três de Londres 2012.

Em uma chegada emocionante, decidida na bandeira quadriculada, o ex-piloto da F1 e da Indy conquistou a prata na prova de 60km do ciclismo de estrada, categoria H5, disputado na praia do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes. O ouro ficou o sulafricano Erns van Dyk, de 43 anos. O holandês Jetz Plat completou o pódio e levou o bronze.

Em 2007, descobriu uma nova paixão: o paraciclismo. Nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, em circuito montado no autódromo de Brands Hatch, conquistou as medalhas de ouro nas provas contrarrelógio e de estrada e a medalha de prata no revezamento por equipe, todas na classe H4. De vez em quando, o italiano ainda mata saudade do automobilismo, como em 2014, quando disputou a temporada do Mundial de Gran Turismo, em em 2015, quando participou das 24 Horas de Spa.

Caio Ribeiro leva medalha de bronze inédita na canoagem no Rio

Que cheirinho é esse na Lagoa Rodrigo de Freitas? É cheirinho de bronze! Nascido no Rio de Janeiro e torcedor fanático do Flamengo, o canoísta Caio Ribeiro, de 30 anos, competiu bem em em frente à sede do clube do coração, na Zona Sul da cidade, e se deu bem, conquistando sua primeira medalha paralímpica no quintal de casa. 

Dessa forma, ele é o primeiro competidor da história do Brasil a subir ao pódio nessa modalidade, que faz sua estreia no programa da Paralimpíada em 2016. A batalha foi duríssima, e Caio até parecia ter chance de ficar com o ouro, mas o ucraniano Serhii Yemelianov fez o tempo de 39s810 e sagrou-se campeão. A medalha de prata foi para o alemão Tom Kierey, com 39s909. O brasileiro cravou 40s199.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Daniel leva 21ª medalha no 4x100m livre, e Brasil já tem melhor campanha

Nada mais emblemático do que a melhor campanha do Brasil nos Jogos Paralímpicos ser garantida com uma medalha do mais premiado atleta da história do país. Depois do primeiro dia de descanso na competição, Daniel Dias voltou para a piscina do Estádio Aquático nesta quarta-feira para conquistar sua sexta medalha nesta Paralimpíada, a 21ª da carreira e 48ª do time verde e amarelo no Rio, superando as 47 de Pequim 2008 - até então o melhor resultado da história. O astro de 28 anos dividiu a missão com Andre Brasil, Ruiter Silva e Phelipe Rodrigues, o quarteto que levou a prata na final do revezamento 4x100m livre até 34 pontos.

Na categoria mais baixa entre os quatro representantes (S5), Daniel abriu a prova, completando os 100m em sétimo lugar. Andre Brasil, que agora tem 12 medalhas em sua coleção, acelerou e recuperou duas posições. Ruiter Silva entregou o Brasil em quarto para o Phelipe Rodrigues, que levantou a torcida na reta final e garantiu a prata, com o tempo de 3m48s98. O forte quarteto ucraniano levou o ouro, em 3m48s11, novo recorde paralímpico. A China completou o pódio (3m50s41).