Desde o início da preparação da seleção suíça para a Copa do Mundo,
era visível a preocupação de jogadores e comissão técnica com o calor
brasileiro - algo que poderia favorecer as equipes latinas - e o rótulo
de "retranqueiros" por parte da imprensa. O gol de Seferovic aos 48
minutos do segundo tempo foi a melhor forma de exorcizar os fantasmas e
provar que todo o trabalho não fora em vão.
A própria tônica
da partida, e não só o resultado final, mostraram que a Suíça não mais é
o time visto na
Copa do Mundo de 2010, com um forte esquema defensivo e
pouca vocação para o ataque. Se continuam voluntariosos na defesa -
apesar da falha de posicionamento no gol do Equador - os suíços
mostraram que sabem sim atacar. Dominaram as ações do jogo, com 56% de
posse de bola, trocaram muito mais passes que seus adversários (585 a
376), receberam mais faltas (14 a 9) e tiveram quase o dobro de
finalizações (18 a 10).


Nenhum comentário:
Postar um comentário