Chocar o mundo se transformou em rotina na vida de Fabricio Werdum.
Vencer Fedor Emelianenko por finalização já havia mostrado isso.
Nocautear um campeão do K-1, como fez com Mark Hunt, também
impressionou. Mas, na madrugada deste sábado para domingo, sendo azarão
contra Cain Velásquez,
ele deixou claro que é bom jamais duvidarem dele. A chance de errar
costuma ser grande. Aos 2m13s do terceiro assalto, com uma justa
guilhotina que envolveu o pescoço do americano ao mesmo tempo que o
sorriso tomava conta do rosto do gaúcho, o Vai Cavalo unificou os
cinturões dos pesos-pesados (até 120kg) e se tornou o 10º brasileiro a
conquistar o título linear da organização.
Depois de perder o
primeiro round, Werdum voltou melhor para o segundo e castigou o
americano com seus socos e joelhadas. O córner de Velásquez sugeriu que a
estratégia mudasse e o lutador buscasse a queda. Sorte do brasileiro,
que tem no jiu-jítsu sua melhor ferramenta. E, cá entre nós, quem mais
pode ter um currículo com finalizações sobre Fedor Emelianenko, Rodrigo
Minotauro e, agora, Cain Velásquez?
Velásquez voltou para o terceiro round obedecendo a ordem de seu córner e
buscando a queda. Quase foi vítima de uma guilhotina, mas se livrou e,
ao ver que só iria para o chão dentro da guarda do brasileiro, preferiu
dar espaço. Werdum tentou outra guilhotina e pressionou com socos e
joelhadas, mas Velásquez se desvencilhou. Um chute alto passou na vazio.
O americano não aprendeu com a primeira tentativa e tentou derrubar
novamente. Desta vez, Werdum chegou ao solo sorrindo. O motivo era a
guilhotina encaixada, que obrigou Cain a dar os três tapinhas e decretar
a vitória para o Brasil.



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